Um blog, um confessionário, uma despretensiosa
conversa de boteco. Coisas sem sentido e ao mesmo tempo profundas... Um pouco de
insanidade com uma pitada de sensatez... Divã no Boteco.


20 Abril 2011

Faz tanto tempo


Oi blog

Faz muito tempo que não venho aqui. Fiquei impressionado com a quantidade de visitantes e a origem destes: Angola, Guatemala, França? Caramba! Como vocês me encontram... talvez por engano, né?! Any way...

Senti falta desse espaço, apesar de pouco frequentá-lo. Vir aqui me traz boas recordações. Uma delas, e também o motivo de ter criado esse blog, tem nome mas não posso contar... ela sabe, e isso basta...

Li alguns posts, e constatei que estou numa fase diferente. Passaram-se dois anos desde a última publicação. Mas que fizeram muita diferença na minha vida. Uma mudança positiva, posso dizer.

Acho que vou dedicar mais tempo a esse espaço.

PS: Faz muito tempo que não falamos, não sei quase nada sobre você nesse tempo todo que passou... Espero que estejas bem!

29 Abril 2009

O tempo transforma



É interessante o que o tempo faz com nossas vidas. Em alguns casos chega a ser empolgante ver o quanto evoluímos e quantas coisas mudaram com o passar deste. Tenho certeza que isso ocorre com muitos de nós, basta olhar para trás.

Claro que nossas escolhas influenciam diretamente. O que somos hoje é a soma disso e de outros fatores. Mas não tenho duvidas que o tempo por si só, é responsável por uma grande parcela do que somos hoje. Se não tivéssemos a percepção de tempo, o que seria de nós?

Quando olho para trás e me vejo ainda um guri do interior do Rio Grande do Sul, vivendo minhas aventuras no bosque que tinha perto da minha casa, percebo a distância que estou daquela época, e que muitas coisas mudaram.

Costumava brincar de imaginar minha vida no ano 2000, quando então teria vinte e três anos. Exceto pelos carros voadores e as viagens espaciais que seriam tão comuns como andar de ônibus de um lado para outro, lembro que me imaginava já casado, com provavelmente um filho. A esposa eu já havia escolhido, uma guria da escola por quem me apaixonei e sonhei por dois ou mais anos sem nunca ter tido coragem de lhe falar. Seria astrônomo. Adorava ficar olhando pro céu, e, pensava que se tivesse um pouco mais de sorte, quando crescesse poderia ser astronauta. Como qualquer guri... Um sonhador. E Bob, meu guaipeca parceiro de muitas aventuras fazia parte do meu futuro, e brincaria com meu filho. Eu não tinha idéia de que ele seria muito velho pra estar vivo.

Qualquer dia eu escreverei sobre o Bob, o vira-latas mais inteligente e parceiro que eu já conheci.

Enfim, minha vida tomou rumos bem inesperados. Não sou astrônomo, nem astronauta. E o mais próximo que consegui chegar do espaço foi voando em altitude de cruzeiro. Não casei. Não moro mais perto do bosque, e raramente brinco de explorar terrenos desconhecidos, a não ser, eventualmente alguma namorada nova... Mas isso é outro assunto. Estou bem longe da minha casa, e vivo uma vida bem diferente. Minhas ambições mudaram. Meus amigos não são os mesmos. E o Bob já se foi. Mas continuo sonhando.

Apesar de a minha vida ter se encaminhado pra lugares bem diferentes dos que eu imaginei, estou bem feliz com ela e com tudo que conquistei... Sempre que olho para trás, o motor que me impulsiona a fazer isso não é o arrependimento, mas a saudade. Sou grato também ao tempo – ou ao responsável por ele – pelo que sou hoje.

28 Abril 2009

Obrigado!

I would like to say thank you to all my international visitors (even by mistake in some cases). I hope you enjoy. Welcome!



27 Abril 2009

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

Faça alguma coisa pela primeira vez, e sinta essa emoção

O tempo está passando, aproveite enquanto ainda há tempo

Não deixe passar essa oportunidade

Salte de bungee jumping, faça rafting, que tal um rappel em uma cachoeira? Sinta o medo de enfrentar uma sensação desconhecida!

Beije aquela garota que não sai da sua cabeça, ouse mais

Seja arrojado, diga mais sim, diga menos não, sinta o efeito da adrenalina

Não desperdice oportunidades, aproveite-ás, talvez elas não se repitam

O tempo está passando, e se você daqui há alguns anos não tiver saúde para isso?

Não vá se arrepender

Faça mais!

Pense menos!

23 Abril 2009

O povo anda meio desanimado


Tenho falado com pessoas, muitas pessoas. E é evidente que boa parte delas não está contente com o momento atual das suas vidas.

Sim, tem as questões da crise na economia global, e o impacto que isso gera em nossas vidas.

Mas não é só isso. Estamos vivendo, aparentemente, um momento de insatisfação generalizada. Pessoas descontentes com o trabalho, com suas vidas e tudo mais. Esse descontentamento pode ser percebido no rosto das pessoas. Olhe com atenção, as pessoas do seu convívio diário, e encontrará exemplos, aliás, olhe para você mesmo, e talvez encontre o melhor exemplo.

Há um desânimo no ar. As pessoas estão apáticas. Isso é perturbador. Porque se perdermos o poder de reação e nos entregarmos às dificuldades tudo fica mais difícil. Mas qual é a causa aparente disso tudo?

Talvez o mundo que nós mesmos criamos. Não vou me aprofundar nisso, não hoje, por que hoje estou meio desanimado...

Assisti ao filme Ensaio Sobre a Cegueira logo que lançado no Brasil. E hoje fico imaginando, se ao invés de cegueira vivêssemos um surto de desesperança e abatimento. Seria muito assustador!

Imagine. A sensação é semelhante ao efeito da gripe em nosso corpo, mas um pouco mais severo. Ficaríamos indispostos. Deixaríamos de ir ao trabalho, escola e faculdades ficariam vazias. Não haveria pessoas conversando nos parques e esquinas, porque ninguém teria ânimo pra conversar, sequer lamentariam umas para as outras de seus problemas, pois não teriam esperança de com isso atenuá-los. Não haveria pessoas dispostas a limpar nossas ruas, e o lixo se acumularia nas esquinas. O caos se instalaria em poucos dias, com a parada de serviços essenciais, como produção de alimentos, energia e água potável. As crianças ficariam resignadas as suas camas, e não teriam entusiasmo pra brincar. O mundo ficaria em um silêncio inquietante. Também não haveria transporte, mas quem se importaria com isso? Por que ser transportado de um lado pra outro? Por que se alimentar? Energia pra que? Iluminar o que, senão não nos interessaríamos por ver nada?!

Seria uma visão aterrorizante! Logo seríamos extintos. Num futuro distante, alguém perguntaria qual a causa que levou a extinção dos seres mais criativos desse planeta? Alguém responderia - a falta de esperança!

Melhor não desanimar!