
É interessante o que o tempo faz com nossas vidas. Em alguns casos chega a ser empolgante ver o quanto evoluímos e quantas coisas mudaram com o passar deste. Tenho certeza que isso ocorre com muitos de nós, basta olhar para trás.
Claro que nossas escolhas influenciam diretamente. O que somos hoje é a soma disso e de outros fatores. Mas não tenho duvidas que o tempo por si só, é responsável por uma grande parcela do que somos hoje. Se não tivéssemos a percepção de tempo, o que seria de nós?
Quando olho para trás e me vejo ainda um guri do interior do Rio Grande do Sul, vivendo minhas aventuras no bosque que tinha perto da minha casa, percebo a distância que estou daquela época, e que muitas coisas mudaram.
Costumava brincar de imaginar minha vida no ano 2000, quando então teria vinte e três anos. Exceto pelos carros voadores e as viagens espaciais que seriam tão comuns como andar de ônibus de um lado para outro, lembro que me imaginava já casado, com provavelmente um filho. A esposa eu já havia escolhido, uma guria da escola por quem me apaixonei e sonhei por dois ou mais anos sem nunca ter tido coragem de lhe falar. Seria astrônomo. Adorava ficar olhando pro céu, e, pensava que se tivesse um pouco mais de sorte, quando crescesse poderia ser astronauta. Como qualquer guri... Um sonhador. E Bob, meu guaipeca parceiro de muitas aventuras fazia parte do meu futuro, e brincaria com meu filho. Eu não tinha idéia de que ele seria muito velho pra estar vivo.
Qualquer dia eu escreverei sobre o Bob, o vira-latas mais inteligente e parceiro que eu já conheci.
Enfim, minha vida tomou rumos bem inesperados. Não sou astrônomo, nem astronauta. E o mais próximo que consegui chegar do espaço foi voando em altitude de cruzeiro. Não casei. Não moro mais perto do bosque, e raramente brinco de explorar terrenos desconhecidos, a não ser, eventualmente alguma namorada nova... Mas isso é outro assunto. Estou bem longe da minha casa, e vivo uma vida bem diferente. Minhas ambições mudaram. Meus amigos não são os mesmos. E o Bob já se foi. Mas continuo sonhando.
Apesar de a minha vida ter se encaminhado pra lugares bem diferentes dos que eu imaginei, estou bem feliz com ela e com tudo que conquistei... Sempre que olho para trás, o motor que me impulsiona a fazer isso não é o arrependimento, mas a saudade. Sou grato também ao tempo – ou ao responsável por ele – pelo que sou hoje.
Claro que nossas escolhas influenciam diretamente. O que somos hoje é a soma disso e de outros fatores. Mas não tenho duvidas que o tempo por si só, é responsável por uma grande parcela do que somos hoje. Se não tivéssemos a percepção de tempo, o que seria de nós?
Quando olho para trás e me vejo ainda um guri do interior do Rio Grande do Sul, vivendo minhas aventuras no bosque que tinha perto da minha casa, percebo a distância que estou daquela época, e que muitas coisas mudaram.
Costumava brincar de imaginar minha vida no ano 2000, quando então teria vinte e três anos. Exceto pelos carros voadores e as viagens espaciais que seriam tão comuns como andar de ônibus de um lado para outro, lembro que me imaginava já casado, com provavelmente um filho. A esposa eu já havia escolhido, uma guria da escola por quem me apaixonei e sonhei por dois ou mais anos sem nunca ter tido coragem de lhe falar. Seria astrônomo. Adorava ficar olhando pro céu, e, pensava que se tivesse um pouco mais de sorte, quando crescesse poderia ser astronauta. Como qualquer guri... Um sonhador. E Bob, meu guaipeca parceiro de muitas aventuras fazia parte do meu futuro, e brincaria com meu filho. Eu não tinha idéia de que ele seria muito velho pra estar vivo.
Qualquer dia eu escreverei sobre o Bob, o vira-latas mais inteligente e parceiro que eu já conheci.
Enfim, minha vida tomou rumos bem inesperados. Não sou astrônomo, nem astronauta. E o mais próximo que consegui chegar do espaço foi voando em altitude de cruzeiro. Não casei. Não moro mais perto do bosque, e raramente brinco de explorar terrenos desconhecidos, a não ser, eventualmente alguma namorada nova... Mas isso é outro assunto. Estou bem longe da minha casa, e vivo uma vida bem diferente. Minhas ambições mudaram. Meus amigos não são os mesmos. E o Bob já se foi. Mas continuo sonhando.
Apesar de a minha vida ter se encaminhado pra lugares bem diferentes dos que eu imaginei, estou bem feliz com ela e com tudo que conquistei... Sempre que olho para trás, o motor que me impulsiona a fazer isso não é o arrependimento, mas a saudade. Sou grato também ao tempo – ou ao responsável por ele – pelo que sou hoje.





