Um blog, um confessionário, uma despretensiosa
conversa de boteco. Coisas sem sentido e ao mesmo tempo profundas... Um pouco de
insanidade com uma pitada de sensatez... Divã no Boteco.


12 março 2009

O que somos, afinal?

A vida do ser humano é cheia de coisas intrigantes e de uma complexidade por vezes até cansativa.

Somos complexos. Não há dúvida. Somos criativos, construtivos e até destrutivos. Alguém duvida?

Dominamos todas as ciências e a cada dia que passa evoluímos mais e mais. Já visitamos a Lua, enviamos máquinas para Marte, e sondas até os confins deste Universo. Temos teorias bem razoáveis quanto à origem de tudo.

Amamos, odiamos. Damos à vida, mas também a tiramos. Vivemos muitos paradoxos.

Mas o que faz de nós os seres que somos?

Não há muito, pesquisas no campo da biologia genética descobriram, o que nos diferencia dos chipanzés são menos de 2 pontos percentuais em nosso código DNA.

Não é simples entender porque uma pequena diferença é ao mesmo tempo responsável por esse abismo que nos diferencia de outros seres vivos.

No entanto, mais difícil é entender se isso é bom ou ruim. Se essa “racionalidade” deve ser comemorada ou abominada, principalmente quando temos conhecimento de atos como o deste adolescente alemão que tirou a vida de 16 pessoas, e ao fim perdeu sua própria vida, aparentemente por "estar de saco cheio da vida" segundo suas próprias palavras.
Se todos que estão de saco cheio da vida sairem por aí matando, vão sobrar poucos nesse planeta.

Desconheço chipanzés que tenham feito algo parecido. Talvez, ao fim, eles é que são felizes!

11 março 2009

Você faria tudo de novo?

Existe um conceito filosófico criado por F. Nietzsche, o Eterno Retorno, que descreve a vida em ciclos repetitivos. Onde todos os fatos e acontecimentos nos seus mínimos detalhes se repetiriam em mesmo número e ordem incontáveis vezes.

Como se ao fim virássemos a ampulheta do tempo, e retornássemos ao ponto inicial de nossas vidas, e vivêssemos repetidamente a mesma vida.

Há muito tempo eu penso nisso. Quando li Nietzsche, e tive conhecimento desse conceito, devia ter uns 25 anos. A primeira coisa que fiz, foi olhar pra trás, e rodar o filme da minha vida, até então, um quarto de século vivido.

Inevitável perguntar: Eu quero viver tudo isso de novo? Vale à pena?

E a resposta vai depender dos acontecimentos da sua vida. Daquilo que você acredita que vale a pena ser repetido e daquilo que você gostaria de esquecer e nunca mais viver.

Mais do que isso, é uma forma interessante de mudar a perspectiva com a qual encaramos e vivemos nossas vidas. Repensar algumas atitudes, e fazer menos besteiras, principalmente aquelas que afetam os outros...

Logo, questionei se deveria ou não mudar?