Um blog, um confessionário, uma despretensiosa
conversa de boteco. Coisas sem sentido e ao mesmo tempo profundas... Um pouco de
insanidade com uma pitada de sensatez... Divã no Boteco.


14 abril 2009

Deixamos de ser crianças, ficamos chatos


À medida que vamos crescendo, e esquecendo que um dia fomos crianças, perdemos o grande tempero da vida, a capacidade de admirar e empolgar-se com os pequenos detalhes das coisas que nos cercam. E aí, nos tornamos chatos.

Quem já viu a reação de um bebê ao ver um cachorro, ou outro animalzinho, ou qualquer coisa com vida e cores sabe do que estou falando. Admiração!

As crianças se divertem com qualquer coisa.

Já ouvi e falei tantas vezes essa frase. Mas não é verdade. Na verdade elas se divertem sim, mas não com qualquer coisa. Elas se divertem com os detalhes que nos passam despercebidos, porque não conseguimos mais ver a beleza e vida que existe neles. Amadurecemos. E como seres maduros, não podemos mais contemplar a vida com olhos de criança, não pegaria bem né?! Besteira.

Li (e vivi) que quando estamos apaixonados resgatamos um pouco dessa coisa de criança, e por algum tempo conseguimos nos impressionar com a beleza do pôr do sol, por exemplo, mesmo sabendo que ele se põe todos os dias.

Não demora muito e voltamos a ser os adultos chatos que somos hoje, apesar das tentativas de sermos descolados.

Talvez a solução seja apaixonar-se todos os dias... Mas não é tão simples quanto parece, não controlamos isso.

Chego a pensar que não fomos feitos pra viver rotineiramente. Então qual é o combustível pra uma vida empolgante?! Viver coisas novas todos os dias? Voltar a ser criança, caso isso seja possível? Encontrar alguém que consiga, magicamente, causar esse efeito e fazê-lo durar até o fim da sua vida? Ou, conformar-se e aceitar uma vida “sem vida”?

Eu sou um chato mesmo, mas inconformado... rsrs

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