Um blog, um confessionário, uma despretensiosa
conversa de boteco. Coisas sem sentido e ao mesmo tempo profundas... Um pouco de
insanidade com uma pitada de sensatez... Divã no Boteco.


14 abril 2009

A garota do olhar de oi


Era uma vez, uma linda menina
Doce e frágil ela era
Mas eu a conheci em um dia nublado
E nos seus olhos havia tristeza

E triste eu também fiquei, por vê-la assim
Eu desejava poder ajudá-la
Quem sabe fazê-la sorrir
E por um instante esquecer o que lhe causava dor

Nossa história começou assim
Uma tal garota das laranjas
Os olhos mais falantes que já conheci

Então, aos poucos o céu se abriu
E os seus olhos brilharam, como o sol num dia claro
Ainda que por pouco tempo
Eu vibrei, e comemorei

Eu tinha razão, mesmo sem conhecê-la
Já sabia quem ela era
Eu soube naquele dia nublado
Quando ela deu o primeiro oi
Um olhar de oi

Quero te ver sempre sorrindo (promete?)
Garota do olhar de oi
E sempre que chover, tenho certeza
Onde eu estiver, o tempo que passar
Vou ouvir uma suave voz perguntando sobre o tempo
E dizendo que eu sempre acerto nas previsões
Mesmo sabendo que não olho pro céu
Esse é o nosso segredo
Não fazemos previsão do tempo
O céu não está nublado
E as gotas não são chuva...

Mas os nossos dois sóis sempre vão estar lá
Ainda que não possamos vê-los, eles estarão lá
E por menores que pareçamos dá distância que nos observam
Eles sabem quem somos e não esquecerão de nós

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